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  • por Lucia Deccache
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  • O que vc faria se amasse alguém fora do casamento?
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Divisão de Patrimônio, Divórcio
10 de dezembro de 2013
O desvalor de Valério
Enviado por Lucia Miranda

A prisão pelo esquema do Mensalão já deu confusão na família de Marcos Valério. Sua ex-mulher expulsou a atual companheira da Fazenda Santa Clara, arrendada durante o casamento.

Há cinco meses, o publicitário levou a moça, estudante de 21 anos, para morar com ele no imóvel rural. Com a ausência do companheiro, atualmente domiciliado na Papuda, a jovem pensava em usufruir da fazenda e da criação de gado, sozinha, alegando que existe um contrato de gaveta confirmando a união estável.

A ex-mulher alega que a fazenda foi arrendada durante o casamento e, como não houve partilha de bens, é ela a legítima possuidora e administradora.

Bom, como o publicitário não regularizou a sua separação (ato normal quando a origem do dinheiro do casal é duvidosa) a lei determina que a nova relação de união estável deva ser regida pelo regime da separação de bens, ou seja, em regra, a jovem estudante não teria direito à metade do lucro da produção da fazenda. Quanto ao direito de permanecer no imóvel, não parece que a ex tenha razão.

Ah, se ele está precisando de alguma coisa? Não sei e acho que nem elas… mas também, que valor isso tem?

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Divórcio, Traição
19 de setembro de 2013
Linda e sem autoestima
Enviado por Lucia Miranda

A mulher mais sexy do mundo nos anos 80, conhecida pelo filme A Dama de Vermelho, declarou, nesta semana, que virou um eremita após o divórcio, perdeu a autoestima e passou a se odiar.

Kelly Lebrock foi casada com o ator Steven Seagal por dez anos e tiveram três filhos. Ela se divorciou porque o marido a traiu com a babá, fato que desencadeou outros casos semelhantes no mundo das celebridades, como o de Arnold Schwarzenegger e de Judie Law.

O curioso é que esse sentimento após o divórcio é comum entre as mulheres, não só aquelas que deixam de trabalhar, que engordam ou que, pela idade, se sentem ultrapassadas para recomeçar a vida, como também as mais lindas e bem sucedidas.

Com isso, quem se sentir assim, pode não estar tão mal, pois até a dama de vermelho, no auge de sua beleza, já passou por isso. Bola pra frente!

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29 de maio de 2013
Pátria amada e desalmada, Brasil
Enviado por Lucia Miranda

Nasci em 1971, época em que pessoas eram torturadas no Brasil. Enquanto eu engordava, mulheres tinham seus seios ressecados para o interrompimento do aleitamento materno. Minha geração pós-ditadura foi marcada pela apatia política, período destinado a não mexer na ferida para curar logo. Pintávamos as caras para matar aulas, inclusive as de história, voltadas para temas mais distantes. Mesmo na faculdade de direito, ditadura era pano de fundo para alguns institutos do direito constitucional, mas nada muito aprofundado.

Ontem, no depoimento da Comissão da Verdade do Estado do Rio de Janeiro, duas mulheres mexeram em suas feridas infeccionadas e eternamente doloridas:

Dulce Pandofi (historiadora) – “O professor, diante de seus alunos, fazia demonstrações com o meu corpo. Era uma aula prática, com algumas dicas teóricas. Enquanto eu levava choques elétricos, pendurada no pau de arara, ouvi ele dizer: “essa é a técnica mais eficaz”.”Quando Dulce começou a passar mal, o médico Amilcar Lobo foi chamado. Ele a examinou e disse: “ela ainda aguenta”.

Lucia Murat (cineasta) – “Eu ficava nua, com um capuz na cabeça, uma corda enrolada no pescoço passando pelas costas até as mãos, que estavam amarradas atrás da cintura”. “Enquanto o torturador me violentava, eu não conseguia me defender. Se eu movimentasse meus braços para me proteger, eu me enforcava, e instintivamente voltava para trás”.

Em São Paulo, a jornalista Suely Caldas contou que foi torturada no período de amamentação: “Meu seio estava cheio de leite. Ele foi chamado para me atender e me deu uma injeção para secar o meu seio, para eu não amamentar meu bebê, ao meu lado. Essa foi a participação do Amílcar Lobo que eu vi, da qual fui testemunha.”

Agradeço a essas e outras tantas corajosas mulheres por exporem suas intimidades e seus sofrimentos para completar o capítulo faltante do meu livro de história, da minha faculdade de direito, da minha pátria amada e desalmada, Brasil.

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