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  • por Lucia Deccache
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  • O que vc faria se amasse alguém fora do casamento?
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Filiação
7 de novembro de 2012
Quem diria, Michelle Obama…
Enviado por Lucia Miranda

Michelle Obama se casou com um homem negro, pobre, a quem Arnaldo Jabor mal comparou com um vendedor de amendoim ao lado do típico americano Mitt Romney. Mas, apesar das dificuldades financeiras, Obama nunca se acomodou e orgulhava-se do pouco que tinha: “Ele ia me buscar num carro que estava tão velho que eu conseguia ver a estrada através de um buraco na porta do lado do passageiro”. “Ele era o rapaz que tinha muito orgulho de uma mesa de café que encontrou no lixo e cujos únicos sapatos decentes eram meio número abaixo do dele”

A primeira dama jamais imaginou que seu marido um dia seria eleito ‘The President of the United States of America’ e afirma que tal conquista trouxe mudanças positivas para a sua família, mas o dia a dia, o cuidado com as filhas, seus valores e princípios, continuam os mesmos: “Ser presidente não muda quem nós somos. Pelo contrário, revela quem nós somos. Quando as pessoas me perguntam se estar na Casa Branca mudou o meu marido, eu posso honestamente  dizer que a nível do seu caráter, das suas convicções, e do seu coração, o Barack Obama é o mesmo homem por quem me apaixonei há muitos anos”.

Juntos, construíram uma família, superaram dificuldades comuns entre casais e hoje se amam, mais do que antes: “Amo mais o meu marido agora do que há quatro anos, ainda mais do que há 23 anos, quando nos conhecemos”.

Para seguir a linha deste site, o certo seria avaliar efeitos jurídicos do casamento de Michelle e Obama, a começar pela mudança do nome das esposas que se despersonalizam para adotar o nome dos maridos, ou então abordar questões patrimoniais da família, já que os bens do casal foram adquiridos durante o casamento, e por aí vai. Mas, não! Infelizmente a lei não fala de amor, e o direito pouco enfrenta este assunto, quando muito, afeto. Este post serve para homenagear a família Obama e alertar que coisas boas também acontecem nas melhores famílias!

(Frases de Michelle Obama tiradas do discurso na Convenção Nacional Democratas, Charlotte, Carolina do Norte, em 04 de setembro de 2012)

 

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  1. Neilde Guimarães disse:

    Parabéns pela feliz abordagem.

  2. Oi Lucia, é bom também mostrar coisas boas né… ou digamos mais LIGHTs, e a propósito, discordo um pouco de que as mulheres se DESPERSONALIZAM quando se casam e adotam o nome do marido. Na verdade, quando me casei da primeira vez, achei isso, nao alterei meu nome. Agora, nao sinto mais o meu nome descaracterizado e sim, complementado, sinto-me como tivesse nascido Busch, simplesmente porque é o cara (nao perfeito, pois ninguém o é), e dai o nome encaixa direitinho…como uma peca de Lego. Parabéns pelo o website!

    • Lucia Deccache disse:

      Olá Ana Lúcia, também vejo pontos positivos em adotar o nome do marido, principalmente pela identidade com o sobrenome dos filhos. Mas, ainda assim, acho um resquício de uma cultura que privilegiava o homem como figura central da família, apesar das mudanças. Sua opinião é muito importante, pois quem tiver dúvidas em alterar o nome, poderá ver os dois lados para uma melhor decisão. Ótima contribuição.