Em entrevista para promover seu livro sobre os bastidores da era Collor, a ex-primeira-dama se declara inconformada por ter se casado pelo regime de separação de bens, o que transformou seu conto de fadas em abóbora, ou melhor, jerimum na versão tupiniquim. Ela ainda acrescenta que após sete anos de separada continua recebendo pensão alimentícia em valor proporcional a 65% da remuneração de um senador, atual cargo do alimentante, o que promove o feitiço da abóbora a, digamos, camarão na moranga!

Pois bem, quanto ao regime de separação de bens, passado algum tempo de casados, realmente, muitas esposas se sentem injustiçadas pela escolha deste regime de bens. Isso porque com o divórcio, cada cônjuge sai do casamento com o que adquiriu em nome próprio antes e durante a relação, sem dividir o patrimônio. É comum as esposas assumirem mais funções domésticas que os maridos, mesmo as que trabalham. Com isso, acabam prejudicadas por contribuírem para o seu enriquecimento individual com o risco de um dia aquele patrimônio ser usufruído por outra pessoa em seu lugar.

Nesse caso, só lhes restará a pensão alimentícia se atendidos os critérios legais da possibilidade de quem paga e da necessidade de quem pede…tudo dentro da razoabilidade.

Parece que Rosane Collor ainda briga na justiça pelo aumento da pensão. Ela quer mais pelo alto padrão de vida que o ex-marido usufrui com a atual esposa (possibilidade de quem paga). No entanto, não parece que está inapta para o trabalho, pelo contrário, se continuar divulgando sua nova empreitada laborativa, e ganhar uns bons trocados, Fernando Collor terá motivo para cortar seu sustento, por falta de necessidade de quem pede.

Para se livrar da maldição da abóbora, ela só não pode querer ganhar dinheiro com as abobrinhas da entrevista. Torcemos pela sua independência!

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