O reconhecimento da paternidade do filho de Elisa Samudio, pelo ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, trará consequências na vida do menino: mudança de nome, pensão alimentícia, qualidade de herdeiro e possíveis visitas.

A Justiça já determinou que Bruninho passe a se chamar Bruno Samúdio de Souza, além de determinar o valor da pensão provisória com base em uma porcentagem sobre o auxílio reclusão que o jogador recebe na penitenciária, cujo valor está sujeito a mudanças de acordo com a prova dos rendimentos do goleiro e a necessidade do filho.

Havia uma discussão sobre o momento em que deveria ser cobrado o valor da pensão, se era a partir do nascimento do filho ou a partir da decisão judicial.  O Superior Tribunal de Justiça fixou o entendimento de que se for reconhecida a paternidade, os alimentos são devidos a partir da citação, ou seja, a partir do momento em que o pai é chamado para responder o processo”. (Súmula 227)

Quanto à qualidade de herdeiro, somente terá relevância no caso de sua morte. Por fim, quanto às visitas, apesar de preso, Bruno tem o direito de acompanhar o desenvolvimento do filho, exceto se houver algum risco para a segurança e formação da criança.

Se vier a ser condenado pela morte de Elisa, no caso de sentença irrecorrível por crime de pena superior a dois anos, poderá ver suspenso ou até perder o poder familiar sobre o filho, mas, aí, nada de pensão, herança ou visitas…

Se for absolvido, dizem que Bruno voltará a jogar causando boas mudanças na vida do filho: melhorar a pensão, transformar a vergonha em orgulho pelo pai, assistir ao possível perdão da torcida, levantar a cabeça, encarar a sociedade, torcer, vibrar…

…menos ter a mãe ao seu lado, já que essa parece que não volta nunca mais.

 

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