Um dos requisitos para ser delegada, escrivã ou inspetora na Bahia é provar o hímen intacto mediante laudo médico. Com isso, as candidatas ficam liberadas  dos exames de colposcopia, citologia e microflora, conforme o último edital de concurso público daquele estado.

Já será um reflexo da Comissão de Direitos Humanos comandada pelo pastor e deputado federal Marco Feliciano?

Foi-se o tempo em que o marido podia anular o casamento ao descobrir que sua mulher era deflorada, e que o pai podia deserdar a filha por ‘desonestidade’. Em defesa, essas mulheres tinham que provar a virgindade mediante exames médicos parecidos com o edital bahiano.

Com a Constituição de 1988, foi consagrada a igualdade entre homens e mulheres, afastando a prova da castidade pela impossibilidade de resultado no sexo masculino. Com o código civil de 2002, definitivamente o hímen deixou de ser relevante, ao menos para o direito civil! Ainda há quem pague R$1,6 milhão por ele, deixando claro que virgindade não se confunde com idoneidade ou pureza.

Enfim, rompemos barreiras muito mais difíceis do que o hímen! E ainda acham isso relevante…

 

One Response

  1. Esse concurso foi adiado essa semana em razão dessa exigência. Fiquei tão perplexa, que cheguei a pensar: “eles querem as virgens ou as não virgens?” Rsrs. Nessa situação qualquer pensamento cabe! Às vezes parece que estamos regredindo no tempo. Nesse caso, os concurseiros que pagaram o pato (muda a passagem, hotel, é prejuízo ma certa…), conheço uns 5 que estão inscritos. Coisa do século passado, digo, retrasado!!! Afffff

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